quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Parabens!




Querida filha, os teus objectivos foram alcançados.Estás de parabens.
Sentimos muito orgulho dos nossos filhos.
Continuem assim, o dia a dia é feito de "altos e baixos",estaremos sempre presentes.
Com todo o nosso amor.
Pais.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

***Soneto da paixão***


Há se eu pudesse agora tocar-te a face,
Entrelaçar meus dedos entre os seus
Apertando com força tuas fortes mãos
Tocar-lhe-ia a face com beijos cálidos

Tocaria em tuas formas como um navegante
Toca as trilhas de um mapa
Falaria suavemente palavras de amor
E abriria meu jardim lhe daria uma flor

Onde andas tu ó doce do meu paladar
Onde está aquele a quem meu coração disse que iria amar
Que me falava coisas doces me fazendo viajar

Te quero em todas as formas
Te espero no tempo em toda hora
Mesmo que seja tarde, ou mesmo que seja agora.




**Helligkeit des Blickes**

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Hoje é só para vos fazer pensar...

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu...

Luiz Fernando Veríssimo

Anita

Para pensar um pouco...

Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. aí sim, a vida de verdade começaria. Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 kg; até que você ganhe 5 kg; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra; e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo... Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino.
Henfil
Anita

Reverência ou Destino

Reverência ao destino

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.Difícil é sentir a energia que é transmitida.Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.Difícil é amar completamente só.Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.Difícil é seguí-las.Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

Carlos Drummond de Andrade
Anita

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

APRENDI

Aprendi

que ninguém é perfeito
enquanto não te apaixonas.

Aprendi

que a vida é dura
mas eu sou mais que ela.

Aprendi que...

as oportunidades nunca se perdem
aquelas que desperdiças... alguém as aproveita

Aprendi que...

quando te importas com rancores e amarguras
a felicidade vai para outra parte.

Aprendi que ...

devemos sempre dar palavras boas...
porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.

Aprendi que ...

um sorriso é uma maneira
económica de melhorar o teu aspecto.


Aprendi que ...

não posso escolher como me sinto...
mas posso sempre fazer alguma coisa.


Aprendi que
quando o teu filho recém-nascido segura o teu dedo na sua mão...
têm-te preso para toda a vida .


Aprendi que
todos querem viver no cimo da montanha...
mas toda a felicidade está durante a subida.


Aprendi que...
temos que gozar da viagem
e não apenas pensar na chegada.


Aprendi que...
o melhor é dar conselhos só em duas circunstancias...
quando são pedidos e quando deles depende a vida.


Aprendi que...

quanto menos tempo se desperdiça...
mais coisas posso fazer.

**Helligkeit des Blickes**

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Apenas algo...

Apenas algo…
Uma luz ofuscante no horizonte, deslumbrante, e inquietante
Ressuscita a minha intuição, transmite-me ânimo
Para poder atravessar as ondas, todas as peripécias
Mas apenas o poder de a possuir num minuto
Sentir o fluir intenso deste Ser mágico em mim
Faz de uma simples semente, um
Tronco a erguer-se, movendo-se em torno dos segundos
Respirando paixão, suas folhas irão simbolizar o amor,
Algo distante e desconhecido, como se
A virgindade voltasse num simples suspiro
De uma tramóia assombrosa,
Algo que ainda conquistado não foi.
O frutificar do seu olhar que resplandece o meu interior
Afasta o limite da reciprocidade,
E numa simples metamorfose
As palavras transformam-se em grãos de areia,
Perante a grandiosidade do sentimento
Inexplicavelmente silencioso
Que nos espelha intensamente
No entanto é apenas
Algo que ainda não foi conquistado.

**Helligkeit des Blickes**

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Em tua memória ...

Tudo o que te é pedido é que mantenha este laço a circular.

Fá-lo pela memória de quem já foi atingido pelo Cancro.


Obrigado!!!
Elisa Rocha.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mensagem à família


Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo.


Fernando Pessoa.





Mensagem à família

Na educação dos nossos filhos todo o exagero é negativo.

Responda-lhe , não o instrua.

Proteja-o , não o cubra.

Ajude-o , não o substitua.

Abrigue-o , não o esconda.

Ame-o , não o idolatre.

Acompanhe-o , não o leve.

Mostre-lhe o perigo ,não o atemorize.

Inclua-o , não o isole.

Alimente suas esperanças ,não as descarte.

Não exija que seja o melhor ,peça-lhe para ser bom e dê o exemplo.

Não o mime em demasia , rodeie-o de amor.

Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.

Não fabrique um castelo para ele,vivam todos com naturalidade.

Não lhe ensine a ser ,seja você como quer que ele seja.

Não lhe dedique a vida ,vivam todos.

Lembre-se de que seu filho não o escuta , ele o olha.

E, finalmente ,quando a gaiola do canário se quebrar , não compre outra...

Ensina-lhe a viver sem portas.

Eugénia Puebla.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

O Sol e o Menino...

De Matilde Rosa Araújo

O sol e o Menino dos Pés Frios

Era uma vez uma casa. Muito grande. Com um tecto altíssimo, nem sempre azul. Uma casa enorme onde habitava uma grande família: uma família tão grande que, por vezes, não julgavam os seus membros que se conheciam. E se deviam amar.

Houve um menino que entrou nesta casa estava ela toda branca. No chão tapetes de neve, cristais de água de uma brancura que estremecia. E as próprias árvores escorriam essa brancura. E frio. Iluminava-a uma estrela tão brilhante que, sobre o tecto, parecia que poisava sobre as nossas mãos.

Ora um dia, em que fazia anos em que esse menino entrara nessa casa, outro menino por ela andava com frio. Pelo chão, pelos milhões de cristais, caminhavam os seus pezitos enregelados. Tanto frio que nem podia
olhar a estrela brilhante. Nem os milhões de cristais que pisava.

Uma mulher chorava a um canto dessa casa. E era triste essa mulher. Estava triste e cansada. Na casa nem tudo era belo. Ali estava aquele menino cheio de frio. E, como ele, tantos meninos.

E, já há quase dois mil anos, um menino entrara na casa, que ficou mais clara com a luz brilhante do tecto. O menino entrou só para dizer uma palavra pequenina: AMOR.

Então essa mulher perguntou ao menino dos pés frios:

– Tu não tens a tua casa?

O menino olhou a mulher triste e ficou triste. Ambos estavam tristes. E disse quase envergonhado que não.

– Tu não tens roupa? Sapatos? Um lume? Pão?

A cabeça (tão linda!) do menino ia abanando sempre a dizer não. A mulher triste começou a ter vergonha.
Então ela consentia que na sua casa, na casa de todos, de tecto nem sempre azul, houvesse um menino sem roupa, sem lume, sem pão? Ela consentia uma coisa assim? E os outros também?

Escorregaram-lhe pela face já enrugada duas lágrimas transparentes. De água. Água como a que tombava do tecto, como a que se estendia nos mares.

E perguntou mais ao menino:

– E para onde vais? Eu dou-te qualquer coisa para o caminho...

O menino olhou para ela admirado. Não lhe disse para onde ia. Observou-lhe apenas:

– Tens duas gotas de água nos teus olhos que reflectem o céu azul e a lâmpada do tecto. Não sentes?

A mulher deixou cair pelo rosto enrugado as duas lágrimas. A pele, então, ficou-lhe mais lisa. E ela tornou-se menos curva. Ergueu-se. Estendeu, sorrindo, os dois braços ao menino. E disse:

– Fica. Perdoa.

E o menino ficou. Nos seus braços. Encostado ao seu peito. Com os pés aquecidos sobre o campo de neve.

E a mulher entendeu que não adiantava chorar ao canto da casa. E o seu vestido era uma bandeira. E o seu coração uma flor. Com o menino a seu lado.


Por: Isaura Brites

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Com todo o respeito

Os defeitos dos outros todos apontam,mas os nossos passam ,invisiveis...

Somos todos humanos , erramos , feliz daquele que reconhece os seus.

Elisa Rocha

terça-feira, 29 de junho de 2010

O tempo

"Foi o tempo que investiste com a tua rosa que fez a tua rosa tão importante"

Antoine de Saint-Exupéry







por Patrícia Santos

quinta-feira, 24 de junho de 2010

S.João






Hoje, véspera de S. João foi-nos sugerido pela Dra. Laurência que colocássemos a nossa veia poética a funcionar, e fizéssemos alguma quadras, aqui fica o resultado do nosso trabalho:


Na noite de S. João
Vou saltar a fogueira
Vou passar nas fontainhas
E dançar na ribeira

Esta noite reina a alegria
Com os martelos vamos brincar
Uma boa companhia
S. João a abençoar

Vamos dançar a noite inteira
Os manjericos cheirar
É noite de brincadeira
E também de namorar

Na noite de S. João
Vamos todos rir e saltar
Com balão ou sem balão
Até a manhã chegar


A correr e a saltar
Na noite de S. João
Vamos foliar
Até o dia raiar
Não venho embora
Sem um manjerico comprar


Na ribeira o fogo vemos
Temos folia até ser dia
Orgulhosos de onde nascemos
Não queremos cá moraria

Ó meu rico S. João
Queria uma festa melhor
Depois de comer as sardinhas
Ainda tenho que vir pró Cindor

Hoje é noite de S. João
Muitas sardinhas vai haver
E o pessoal do Cindor
A minha casa as vão comer

Ó meu rico S. João
Põe no teu coração
Com todo o ardor
O nosso Cindor
Por: Turma EFA - TIS 3 - Ana Mendes

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Solstício










Nos tempos antigos, o dia do meio do Verão, coincidia com o dia em que o Senhor e a Senhora (O Sol e a Terra), se encontravam e uniam, a fim de preparar o mundo para um novo ano. Coincidia com as primeiras colheitas, símbolos do fim de um ciclo e sua renovação, exemplo da vida que, igualmente, se movimenta em círculos, renovando-se a si própria, tal qual a Fénix, renascendo das cinzas.
Esta festa, celebrada por todos os povos de antanho, foi, mais tarde, integrada pelos Cristãos,mudando a data, do dia do Solstício (geralmente a 21 de Junho) para o dia 24, fazendo-a coincidir com a data atribuída ao nascimento de João, o Baptista, tradicionalmente considerado como nascendo seis meses antes do Natal, data de nascimento de Jesus.
O Litha, como ainda hoje é conhecido,situava-se a meio do período do Verão, considerado entre Maio e Agosto, daí o nome de "Dia do Meio do Verão", tão bem descrito por Shakespeare no seu "Midsummer's night dream".

Por: José Pedro Turner

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Quinto Império






OUTRO


Passo triste no mundo, alheio ao mundo.
Passo no mundo alheio, sem o ver,
E, mystico, ideal e vagabundo,
Sinto erguer-se minh'Alma do profundo
Abysmo do meu Ser.

Vivo de Mim em Mim e para Mim
E para Deus em Mím resuscitado.
Sou Saudade do Longe d'onde vim,
E sou Ansia do Longe em que por fim
Serei transfigurado.

Vivo de Deus, em Deus e para Deus,
E minh'Alma, somnambula esquecida,
N'Elle fitando os tristes olhos seus,
Passa triste e sósinha olhando os céus
No caminho da Vida.

Fui Outro e, Outro sendo, Outro serei,
Outro vivendo a mystica belleza
Por esta humana fórma que encarnei,
Por lagrimas de sangue que chorei
Na terra de tristeza.

Espirito na Dôr purificado,
Ser que passa no mundo sem o ver,
Em esta pobre terra de peccado
Amor divino em Deus extasiado,
O meu Ser é Não-Ser em Outro-Ser.

Côrtes-Rodrigues


Lisboa 1914




A revista "Orpheu", de cujo primeiro número reproduzo um texto, foi um arauto do "Quinto Império", impulsionado por Vieira e continuado por nomes como Manuel Bernardes ou Pessoa.


Por : José Pedro Turner

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Alexandria



Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

O Muezzin


A água agitava-se, suavemente, contra as pedras do cais. A mistura de aromas das especiarias, das cargas mal acondicionadas, dos esgotos a céu aberto, da maresia sentida na brisa, era forte, inebriante.
Sentia o cérebro semi-entorpecido pela noite passada em claro,pelo som hipnótico da música e entontecedor movimento das danças, pela bebida ingerida... estava parado, a pouca distancia do cais, escutando o arrulhar das pombas, que acordavam para um novo dia, enquanto os primeiros raios de sol apareciam no horizonte.
Uma mulher passou, movimentos apressados, provavelmente uma trabalhadora nocturna, de regresso ao seu quarto.
Nesse exacto momento uma voz se levantou no silencio, rasgando o amanhecer com um canto límpido, chamando os crentes à oração, acompanhando a alvorada com os seus versos.
Essa voz, a voz do Muezzin, derramando-se pela ruas da cidade, quebrando o arrulhar das pombas, agitando corações, manifestando a sua fé, clamando a sua crença, espalhando-se pela agitação matinal, carregando séculos de história consigo... uma memória viva, um vislumbre do passado, escutado ao alvorecer, em Alexandria...

Post retirado de "Memórias e Novidades"

Por: José Pedro Turner

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Heart O' The North





Heart O' The North

And when I come to the dim trail-end,
I who have been Life's rover,
This is all I would ask, my friend,
Over and over and over:

A little space on a stony hill
With never another near me,
Sky o' the North that's vast and still,
With a single star to cheer me;

Star that gleams on a moss-grey stone
Graven by those who love me --
There would I lie alone, alone,
With a single pine above me;

Pine that the north wind whinneys through --
Oh, I have been Life's lover!
But there I'd lie and listen to
Eternity passing over.


Robert Service


Por: José Turner

sábado, 1 de maio de 2010

Para ti Mãe

Mãe...eu vou usar somente o coração e dizer o que é ter uma Mãe para mim.
Ensinas-me não somente a ser grande,mas fazer do que é pequeno grande.
Consolas-me com tuas palavras usando a sabedoria da vida.
Deixas-te minhas lagrimas correr para que pudesse aprender a chorar.
Sofres-te sempre o que eu sofri, ainda que pareçe-se que eu sofria mais.
Espero que mesmo com mil compromissos tenhas sempre tempo para mim.
Não me deixes nunca.Preciso da tua presença.
Com tantas mães no mundo,logo me foi calhar a melhor.
Amo-te...Feliz Dia da Mãe.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Nova Vida

É preciso saber, quando uma etapa chega ao fim...

Se insistirmos em permanecer nela mais que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrar ciclos, fechar portas, terminar capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foste despedido do trabalho?
Partis-te para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Tu podes passar muito tempo a perguntar porque é que isso aconteceu. Podes dizer para ti mesmo que não darás mais um passo enquanto não entenderes as razões que te levaram a fazer certas coisas, que eram tão importantes e sólidas na tua vida e subitamente foram transformadas em pó.

Mas essa atitude será um desgaste para todos os que te rodeiam e amam, todos estão constantemente a encerrar capítulos, a virar a folha, sempre a olhar em frente e todos vão sofrer porque tu não tomaste a decisão certa.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazes é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo no teu coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixa ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está no jogo da vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não esperes que te devolvam algo, não esperes que reconheçam o teu esforço, que entendam o teu amor. Pára de ligar a tua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como sofres com determinada perda: isso só te envena, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diz a ti mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembra-te de que houve uma época em que podias viver sem aquilo, sem aquela pessoa - NADA É INSUBSTITUÍVEL, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode ser difícil, mas é muito importante.
Encerrar ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por ambição, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na tua vida.
Fecha a porta, muda o disco, limpa a casa, varre a pó.
Deixa de ser quem eras, e transforma-te em quem és.

* Texto que não se sabe a autoria - Consta que Paulo Coelho o encontrou e fez uma readaptação...

Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão,perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pretence a quem se atreve...

A vida é muita para ser insignificante.


Charles Chaplin


Elisa Rocha